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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Imprudência fatal
Morte de soldado do Bope em treinamento feito por conta própria mostra importância de normas de segurança
A morte do policial militar Carlos Alberto do Nascimento durante um treinamento particular na semana passada, mostra a importância de realizar capacitações físicas com segurança, até mesmo para os que estão acostumados com os exercícios, como era o caso do PM integrante do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O soldado morreu durante um treinamento por conta própria, realizado com colegas, visando ingressar na Força Nacional de Segurança Pública (FNSP)
Batalhão de Operações Especiais, que é sediado na Zona Norte, segue padrões nas atividades internas Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press
Segundo o comandante do Bope, Major Marcos Vinícius, Carlos Alberto resolveu, junto com mais oito policiais, entre soldados do Bope e do BPChoque, fazer um treinamento de natação utilitária para seleção da Força Nacional, na Lagoa de Extremoz. Após cerca de uma hora no local, o PM se afogou enquanto estava nadando. Desapareceu rapidamente ao ponto dos colegas não conseguirem salvá-lo. "Ele saiu do serviço direto para o treinamento", ressaltou o comandante. Além disso, esse tipo deexercício é feito com o fardamento completo, o que pode torná-lo ainda mais cansativo.
A ideia de Carlos era conseguir uma das 17 vagas que a Força Nacional ofereceu para a Polícia Militar do Rio Grande do Norte. De acordo com o Major, são 102 inscritos - o efetivo do Bope são 85 homens - para o curso que tem duração de um ano e atua em todos os estados brasileiros. Para entrar na FNSP é necessário atingir quantidade e qualidade nos treinos, por isso, o grupo resolveu preparar-se por conta própria.
A concorrência para entrar na Força Nacional está relacionada a vários fatores, como por exemplo, melhor salário e aprimoramento da capacidade técnica. O comandante lembra que só realizará os Testes de Aptidão Física (TAF) para a Força quando os PMs entregarem os exames médicos. O major enfatiza que os exércicios de natação e corrida, realizados externamente, são feitos com total segurança, em alguns casos com apoio de membros do Hospital da Polícia. "No caso da natação fazemos em piscinas com bóias", apontou Marcos Vinícius.
As atividades internas também passam pelo controle do comadante. A aptidão física dos integrante do Bope é testada muitas vezes antes de integrarem o batalhão. Para entrar na unidade é preciso um curso de Aplicações Táticas, com duração de oito semanas, e um de Operações Especiais feito em 22 semanas. O soldado estava desde 1997 na PM e há cerca de cinco anos no Bope. Ele era considerado um policial exemplar pelo comando, era casado e tinha cinco filhos.
Fonte: Diário de Natal

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